“Não se esqueça que o elemento polêmico, sempre escreveu um papel importante no Dadá.
Há muitas dúvidas sobre o que foi o movimento Dadá. Como ele foi criado, onde foi criado e por quem, o que influenciou o movimento e como ele repercurtiu mundo a fora. O mais correto é afirmar que o Dadá surgiu entre 1918-20 e foi um movimento de estilo polêmico, que como ideal central tinha, dissolver as formas vigentes no momento a fim de inovar a maneira de sentir, e enxergar, sendo assim, uma nova liberdade de expressão. Hugo Ball – um dos primeiros Dadaístas a aparecer – diz o seguinte:
“o que chamamos de Dadá é uma doidice nascida do nada, na qual estão envolvidas todas as questões transcendentais, um gesto de gladiador, um jogo com os restos míseros… uma execução da falsa moralidade.”
O Dadá não possuia características e formas uniformes. Esse modo de expressão e critica dependia das procedências artísticas de cada dadaísta. Mas, todos com um único intencional, o de complicar. Ora manifestavam-se de maneira positiva, ora negativa, às vezes moral, outras imoral. Era um movimento totalmente antiprogramático, não havia limites estéticos e sociais, não possuía elos com a tradição. Tzara cita:
Em meio a espetáculos Dadá, a poesia sonorista surge com força. Eram sons alinhados em sequência que pretendiam invocar uma esfera mais primitiva, com menos frases convencionais. Hugo Ball em 1917 foi o segundo poeta sonorista a aparecer com “O Gadji Beri Bimba”.
É fato de que estes sons divulgados da teoria antiarte ecoavam pelos ouvidos alheios e a rejeição à arte cheia de regras aumentava cada vez mais, o que se tornava um estimulo intenso e continuo para os artistas do Dadá. Sendo assim, o movimento percorreu o mundo. Estados Unidos, Alemanha e França foram os paises mais conquistados pelo Dadá, além de Iugoslava, Rússia. Dentre os principais artistas estavam Breton, Aragon, Eluard, Soupault, Ribemont-Dessaigness.
Infelizmente, após as muitas reuniões durante 4 anos na casa de Picabia a fim de novas idéias Dadá, os truques fe barulhos foram se tornando os mesmos e os próprios dadaístas começaram a envergonhar-se. As intrigas iniciaram-se e, inúmeras formas de salvar o movimento apareceram, mas nenhuma foi suficientemente forte.
Isso ocorreu devido a perda de força no interior do movimento e a ambição pessoal tomou conta da mente de todos. Em 1924 Foi feito um ultimo manifesto Dadá por Picabia e Duchamp, o “instanteísmo” que acentuou pela ultima vez o sentido central Dadá. Foi o fim do Dadá, tudo o que eles lutaram tanto a favor: confusão, provocação e antiarte voltaram-se contra eles. A dissolução do movimento estava concluída. [...]
A Coleção Primavera/Verão 2009, da Cavalera, teve como uma de suas inspirações, o Dadá. Usaram de garotas flutuantes no palco, muito além do convencional. Os Looks tinham como cor princial o verde – até pareciam Ets - e eram acompanhados de mascaras de humor.
Assista o desfile e confira.






